quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Síndrome Pós Queda

www.mansourfisioterapia.com.br Alguns idosos que conseguiram superar todas as adversidades causadas pela queda, ficam traumatizados com idéia de sofrer nova queda e, desenvolvem a chamada síndrome pós-queda, cujo quadro clínico é caracterizado por um pavor descontrolado de andar novamente, mesmo sem apresentar problemas de locomoção que impeçam a marcha. Os fatores que ocasionam as quedas são inúmeros e muitos associados, considerados multifatoriais, como exemplo, desnutrição e perda da massa muscular (sarcopenia). Podemos dividir estes fatores em: risco intrínsecos, problemas inerentes à saúde do indivíduo, como uso inadequado de muitos medicamentos, problemas visuais, doença de Parkinson, dores pelo corpo (por ex., osteoartrite de joelhos, lombalgia), incontinência urinária entre outras, e risco extrínsecos, que podem ser modificáveis no ambiente ou nos hábitos como andar com calçado com salto alto, usar sola escorregadia, tapetes escorregadios, iluminação inadequada nos ambientes de transição, chão encerado, escadas sem corrimão, vasos sanitários/camas/cadeiras muito altos ou baixos, sedentarismo ou prática de atividades físicas como corrida, etc. As quedas ocorrem normalmente no próprio ambiente físico domiciliar, nos exercícios da atividade diária. Todos estes fatores devem ser analisados por uma equipe multidisciplicar constituída pelo geriatra que assiste ao caso, pela nutricionista, pelo psicólogo, pelo terapêuta ocupacional, pelo fisioterapêuta, pelos cuidadores, sobretudo pelos familiares, no intuito de devolver ao idoso a autoconfiança e independência para a locomoção. As quedas têm grande impacto na vida do idoso, representando também alterações psicossociais da vida diária e físicas do idoso. O idoso que vivencia uma queda têm como conseqüência uma baixa na autoconfiança, desenvolve um sentimento de culpa, culpando a si mesmo pela queda, e quando cai novamente esse sentimento se intensifica. Tem medo de mahucar-se e medo de ser hospitalizado. No âmbito físico há perda do desempenho funcional (fraqueza muscular, instabilidade postural). O idoso que sofreu um queda marcante, por ter deixando seqüelas físicas e, sobretudo, psicológicas, necessita de aprender a andar e se defender das quedas novamente. O uso de andadores e bengalas deixam o cérebro mais dependente destes equipamentos e sem eles, ocorre o pavor da queda. Ao longo da vida a queda é fato comum a todos nós, devida ao equilíbrio instável que apresentamos, sobretudo na marcha. Aprendemos desde a infância a viver com este equilíbrio, após sucessivas quedas, adaptando no cérebro e nossos reflexos a defender-se das quedas. Nos vários esportes, sobretudo de luta corporal (judo, capoeira, jiu-jítsu, etc) aprendermos a nos defendermos das quedas, estes mecanismos reflexos, ficam gravados no cérebro e cerebelo, seu desuso acaba nos deixando vulneváveis. Podemos evitar as quedas, e consequentemente a síndrome pós queda dando melhor atenção a pequenos itens como:�♦ Evitar encerar o chão;�♦ Manter a altura da cama entre 45cm a 50cm;�♦ Colocar pisos antiderrapantes em escadas;�♦ Pisos antiderrapantes;�♦ Colocar barras de apoio próximos a vasos sanitários e box. Para que a Síndrome Pós–Queda seja evitada é necessária a existência de uma ação preventiva, não só dos profissionais da área de saúde, mas também da família. Essa ação preventiva deve ser feita com o preparo da casa para o idoso, dando atenção a detalhes que evitem quedas e suas possíveis conseqüências. Cabe aos profissionais cuidadores estimular o idoso a caminhar de forma autônoma, e mesmo como se defender numa queda, adquirindo assim a autoconfiança.
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terça-feira, 29 de janeiro de 2019


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ESPONDILITE ANQUILOSANTE


O que é?

É um tipo de artrite que causa inflamação na junção da coluna com a bacia, chamada articulação sacroilíaca. Isso causa dor na coluna lombar (e também no meio da nádega), principalmente depois de longos períodos de repouso, como por exemplo, quando a pessoa acorda de manhã.
É comum uma rigidez na coluna que dura mais de meia hora ao acordar . A dor da espondilite anquilosante melhora muito com movimentos (caminhar, alongar, nadar).
Qualquer outra articulação do corpo pode ficar inflamada, principalmente dedos dos pés, tornozelos, joelhos e quadril. Os olhos também podem ficar inflamados. Isso se manifesta com vermelhidão, dor intensa (geralmente um só de cada vez) que dura aproximadamente três semanas. No intestino também pode haver inflamação, e diarréia até mesmo com sangue.
Quem pode ter?
Homens jovens, entre 20 e 40 anos. Mulheres e crianças são menos acometidas, mas também podem ter.
Qual a causa?
Não se sabe a causa exata. No entanto, há um forte componente genético. O gene HLA-B27 está presente em mais de 90% dos casos de espondilite anquilosante.
Como é feito o diagnóstico?
O sintoma mais típico é a dor e rigidez nas costas que pioram com o repouso e melhoram com exercício. A positividade para o HLA-B27 e a presença de inflamação no sangue (medida pelos exames de VHS e PCR) ajudam no diagnóstico. A ressonância nuclear magnética auxilia nos casos incertos e ajuda a ver se a doença está ativa ou não.
Como é o tratamento?
A espondilite anquilosante melhora muito com antiinflamatórios e atividade física (fisioterapia, caminhadas, natação, etc.). Quando se tem certeza do diagnóstico, mas não houve melhora com atividade física regular e dois antiinflamatórios diferentes por 4 semanas de uso (4 semanas cada um), podem-se usar medicamentos biológicos.
Quais as consequências?
Sem tratamento, a espondilite anquilosante deforma a coluna e as articulações acometidas. Na coluna, acontece de uma vértebra “grudar” na outra, causando perda de mobilidade da coluna (chama-se isso de anquilose). A anquilose é irreversível até o momento, pois não existe remédio para mudar isso. Se ocorrer inflamação nos olhos e isso não for tratado, a pessoa pode ficar cega (geralmente um olho só).

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sábado, 22 de setembro de 2018

O que é a doença gota?

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O QUE É A DOENÇA GOTA?

A gota é uma doença que causa o aparecimento súbito de dor e inchaço nas articulações, as quais também podem ficar quentes e vermelhas. Os ataques freqüentemente ocorrem à noite e podem ser engatilhados por eventos estressantes, álcool, drogas ou a presença de outra doença.
Antes de um ataque, cristais de ácido úrico em forma de agulha se acumulam no tecido conectivo, na articulação entre dois ossos, ou em ambos. Ácido úrico é uma substância resultante da quebra de purinas, as quais são parte de todos os tecidos humanos e encontradas em muitos alimentos. Os primeiros ataques geralmente somem dentro de 3 a 10 dias, mesmo sem tratamento, e o próximo ataque de gota pode não ocorrer por meses ou até anos.
Homens adultos, particularmente entre 40 e 50 anos de idade, têm maior probabilidade de desenvolver gota do que mulheres, as quais raramente desenvolvem a doença antes da menopausa.
Em algum tempo durante o curso da doença, muitos pacientes desenvolvem gota no dedão do pé. Gota freqüentemente afeta as articulações na parte inferior do corpo, como tornozelos, calcanhares, joelhos e dedos dos pés.

Causas e fatores de risco da gota

Pesquisadores têm descoberto alguns dos fatores de risco para gota. Algumas pessoas com gota têm histórico familiar da doença. Adicionalmente aos traços herdados, dieta, peso e álcool influenciam do desenvolvimento de gota. A doença é mais comum em homens.

A maioria das pessoas com gota tem muito ácido úrico no sangue, uma condição chamada hiperuricemia. O ácido úrico extra move do sangue nas articulações, o que pode engatilhar a inflamação da gota.

Diagnóstico da gota

Para confirmar o diagnóstico de gota o médico insere uma agulha dentro da articulação inflamada e recolhe uma amostra do fluido sinovial, uma substância que lubrifica a articulação. O fluido vai então para laboratório para procurar por cristais de urato monossódico. Se cristais forem encontrados no fluido, a pessoa geralmente tem gota.

Tratamento da gota

Com tratamento apropriado, a maioria das pessoas com gota é capaz de controlar os sintomas. Os objetivos do tratamento são aliviar a dor decorrente dos ataques súbitos, prevenir futuros ataques, interromper o acúmulo de ácido úrico nos tecidos e espaço articular entre os ossos, e prevenir a formação de cálculo renal.

O tratamento mais comum para ataque de gota é com altas doses de antiinflamatórios não-esteróides, os quais são ingeridos pela boca, ou corticosteróides, os quais são tomados pela boca ou injetados na articulação afetada. Os pacientes freqüentemente começam a melhorar dentro de algumas horas do tratamento. O ataque geralmente some completamente dentro de mais ou menos uma semana. Quando antiinflamatórios não-esteróides e corticosteróides não conseguem controlar a dor e inchaço, o médico geralmente usa colchicina.

O tratamento da gota envolve orientar a dieta, tratar as doenças associadas, tratar as crises e normalizar os níveis de ácido úrico no sangue. Quanto a dieta, deve-se diminuir a ingestão de alimentos ricos em proteínas, tais como carnes vermelhas, frutos do mar, miúdos, embutidos, além da abstinência alcoólica. Orientar a redução do peso. Também pode ser usado compressa de gelo no local.
Nos intervalos das crises, além de uma dieta criteriosa, tem relevância a toma de água em quantidade suficiente (pelo menos 1,5 litros diários), bem como "chás" que de algum modo ajudam a eliminar o excesso de ácido úrico presente no sangue.